Através da Arte

Ainda há tempo para testemunhar de perto Bob N, Daniel Feingold, Maria Lynch, Ricardo Becker e Ronaldo do Rego Macedo no mesmo ambiente. Esses artistas de peso estão em cartaz no Espaço Movimento Contemporâneo Brasileiro (EMCB), na mostra “Através”, que tem curadoria do Escritório de Arte Ana Beatriz Britto e Isabela Burlamaqui.

 “Através” em cartaz no EMCB, no Horto

O encontro inédito desses cinco artistas com produções completamente diversas e de gerações diferentes ressalta o ponto comum da importância da pintura. A curadoria do movimento está em sintonia com o olhar de Cristina Burlamaqui do EMCB, que acompanha a trajetória desses artistas. “Através” promove artistas com o único objetivo de destacar a harmonia e as temporalidades poéticas que instigam o prazer do olhar. Apresenta obras significativas com o objetivo de pontuar a reflexão sobre as novas expressões da arte. O conceito comum que conecta a obra desses artistas é a pesquisa permanente.

Conheça algumas das obras em cartas no EMCB:

Maria Lynch traz suas pinturas figurativas que lidam com uma poética fantástica, com vasto repertório de referências, que subverte o discurso da racionalidade. 

 

 Ronaldo do Rego Macedo explora a materialidade física da cor que constrói o campo visual. Trata-se da cor que reage à proximidade de outras variações de pigmentos: as areias, os brancos perolados, e os azuis.

 

O repertório de Daniel Feingold, de vocação  abstrata, é composto por linhas e planos cromáticos que se articulam e desdobram na superfície do plano do quadro. Cores vibrantes se associam e  se desassociam, libertando a pintura, e levando o olho a percorrer a tela em rebatimento de plano a plano.

 

Ricardo Becker é um artista que se destaca pela multiplicidade de suas obras, que denotam o caráter experimental de sua trajetória ligada a escultura, instalação, fotografia, desenho e pintura. Em ATRAVÉS, o artista apresenta pinturas com forte impacto expressivo com o  título de Diários.

 

Bob N apresenta obras que discutem a tradição da história da arte a partir do Renascimento – a tradição da paisagem. Neste momento, nada mais pertinente do que discutir as crises que colocam em xeque a crença exagerada nos pressupostos vigentes.

 

“A mostra “Através” nos instiga a refletir sobre uma experiência inusitada capaz , quem sabe, de oxigenar a arte de nosso tempo,” refletem as curadoras. 

Fotos: Ari Kaye

“Através” fica em cartaz até 14 de agosto na Rua Fernando Magalhães 273, Horto.