Interiores: Jean de Just

Apresentamos hoje o 13º episódio do projeto “Interiores”.  A cada semana, destacamos em nossas redes sociais posts com arquitetos convidados e exploramos o universo interior desses profissionais que ajudaram a escrever a história dos 30 anos da CASACOR Rio. O convidado de hoje é Jean de Just, que dividiu conosco ideias sobre o “morar”, inspirações, referências, hobbies e processos de trabalho.

Jean de Just é um francês bem carioca. Depois de se formar em arquitetura pela E.S.A – Ecole Speciale d’Architecture, em Paris, ele trabalhou com renomados arquitetos e designers internacionais. Com Alain Charles Perrot, arquiteto chefe responsável pela restauração de monumentos históricos de Paris, adquiriu o gosto pela arquitetura clássica francesa, de proporções meticulosas e perfeitas. Foi nesta oportunidade que trabalhou para restaurar alguns dos principais marcos históricos de Paris, a exemplo do Grand Palais, do Palais Royal e da Ópera Garnier. Em seguida, foi então levado a trabalhar com os designers Jacques Garcia, Juan Pablo Molyneux, e, especialmente, Alberto Pinto. Com este último, aprendeu o gosto pelos detalhes, pelas misturas ousadas, pelo jogo de cores, pela sensação de volume e generosidade. Foi ao lado dele que descobriu o Brasil, nascendo então o desejo de ali se estabelecer. Radicado no Rio de Janeiro, tem desde 2014 um escritório de arquitetura na Cidade Maravilhosa. Desde então, seu objetivo é  misturar a cultura européia com as influências e paixões brasileiras, criando assim um estilo único, criativo, ímpar e excepcional. O arquiteto, em apenas sete anos no Brasil, já tem em seu currículo duas passagens pela CASACOR Rio e outras duas pela CASACOR São Paulo. 

Seu estilo pode ser descrito como “made in França-Brasil”. Mas cada espaço projetado tem o design inspirado pela personalidade do cliente. “O foco é fazer com que o cliente se sinta em casa,” ele conta. “O cliente é a minha maior fonte de inspiração. Gosto de encontrá-lo várias vezes, conversar e ver o jeito dele de viver.”  

Ele é também conhecido pelo uso de cores nos projetos. Algo que, para ele, traz alegria, energia e vibração positiva. “As cores me deixam feliz!” exclama ele.  “Nos projetos, sempre gosto de usar cores, meus clientes sabem disso, mas sempre vou devagar para não assustar! Você inicia o projeto mais sóbrio e depois aos poucos você consegue convencer o cliente de usar uma cor, de se arriscar,” ele explica. Uma tática usada por ele é usar a cor para “acordar um cômodo”, ou seja, dar vida ao ambiente. E ele ainda divide algo valioso, que serve como conselho para jovens arquitetos: “Nunca vou escolher uma cor por que está na moda, isso não funciona, a cor tem que refletir a alma do morador.”

Para Jean, o momento mais prazeroso de um projeto é a finalização. “Geralmente coloco até as fotos nos porta-retratos! Gosto muito dessa fase de instalar os móveis, os quadros e objetos que escolhemos durante o tempo da obra. É o momento que vemos o resultado do projeto que nós construímos juntos,” divide. 

O arquiteto acredita que esse momento de pandemia fez com que as pessoas repensassem suas casas com foco no essencial. “Vimos que não precisamos ter tanta coisa… acho que vamos voltar a gostar do famoso ‘less is more’,” reflete ele. Além disso, acha que espaços como cozinha e escritórios passarão a ser os principais elementos de uma casa. “Tudo com muito aconchego,” completa. 

Na próxima segunda-feira, dia 31 de agosto, Jean de Just será entrevistado por Patricia Mayer, jornalista e sócia da 3Plus, às 19h no nosso Instagram @acordacasa. A entrevista ficará salva no IGTV logo em seguida da Live. Não perca!