Björk no Rio

O CCBB RJ recebe na semana que vem a exposição internacional Björk Digital, concebida pela artista islandesa, com conteúdos imersivos criados por ela e alguns dos mais inovadores artistas visuais do mundo, como James Merry, Andrew Thomas Huang e Jesse Kanda. A mostra, que já percorreu o mundo, além de São Paulo e Brasília, desembarca aqui com o desenvolvimento do um filtro de Instagram inspirado nas máscaras da artista, criado por James Merry, diretor criativo e braço direito de Björk.

Dividida em três partes, a exposição destaca a estreita relação de Björk com a tecnologia, um dos principais diferenciais da artista, o que a torna única no universo da música. E Björk Digital explora essa singularidade de modo impecável. Nas palavras da artista, “a realidade virtual não é apenas uma continuidade natural do videoclipe, mas tem um potencial dramatúrgico ainda mais íntimo, ideal para esta jornada emocional”.

A primeira parte da mostra é composta por quatro seções e traz os seis clipes em tecnologia imersiva das faixas do álbum Vulnicura (2015) – Stonemilker, Black Lake, Mouth Mantra, Quicksand, Family e Notget. De uma performance intimista na praia de Grótta (Islândia), a um mergulho na boca da Björk – incluindo  interações com os avatares digitais da artista – os vídeos interativos exploram a tecnologia da realidade virtual, ressaltando a vocação de Björk como uma das artistas mais vanguardistas de nossa época. 

Lionsong do álbum Vulnicura 

Na segunda parte da exposição o público pode experimentar, através de tablets, o projeto educativo Biophilia, título do primeiro “álbum de estúdio no formato de aplicativo” no mundo, realizado em colaboração com a Apple. Björk descreveu o projeto como “uma coleção que engloba música, aplicativos, internet, instalações e apresentações ao vivo”.

Moon do álbum Biophilia 

Para fechar e complementar a experiência, uma sala de cinema exibe intermitentemente os videoclipes da artista dirigidos por Michel Gondry, Chris Cunningham, Nick Knight, entre outros, incluindo materiais mais recentes, lançados em virtude do álbum Utopia, como The Gate, de Andrew Thomas Huang e Tabula Rasa, de Tobias Gremmler.

Family a partir de gif de Andrew Thomas Huang 

Losss do álbum Utopia 

“Björk Digital é mais do que uma experiência expositiva. Ela é a introdução a um mundo de novas possibilidades artísticas, uma amostragem de como a junção da tecnologia e da arte podem promover sensações expandidas, potentes e, ao mesmo tempo, super humanas”, diz Lia Vissotto, diretora da Cinnamon, que organiza a mostra nos CCBBs.

A exposição Björk Digital fica em cartaz de 11 de março até 18 de maio de 2020 no  Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro – R. Primeiro de Março, 66, Centro.