Daniel Feingold, Pequenos Formatos

Planos de cor. Linhas cromáticas. Formas geométricas em constantes inserções sobre as superfícies tanto da tela quanto do papel. Em sua nova individual, o artista plástico Daniel Feingold mostra cerca de 40 trabalhos inéditos desenvolvidos ao longo do último ano. Com curadoria de Felipe Scovino, a exposição “Daniel Feingold, Pequenos Formatos”, que abriu essa semana na Cassia Bomeny Galeria, em Ipanema, reúne desenhos sobre papel e tela criados com bastão a óleo.

Com trinta anos de trajetória, Daniel é conhecido pelo desenvolvimento de novas técnicas de pintura que, quase sempre, abolem o uso do pincel. Há anos, vem criando suas obras com esmalte sintético derramado diretamente sobre as telas. E, agora, trabalha em paralelo com o bastão a óleo, que deixa o traço mais íntegro, praticamente sem nenhuma possibilidade de descontrole como no caso do esmalte.

“O bastão me permite fazer um maior entrelaçamento de planos de cor, criando grades cromáticas. E como uso o bastão de forma totalmente perpendicular à superfície, isso acaba gerando um traço largo de imagens opacas e densas”, explica o artista.

Para o curador Felipe Scovino, a obra de Feingold tem uma proximidade com a arquitetura – primeira formação do artista, aliás: “Esse fato ganha mais intensidade quando percebemos a presença do grid, uma herança modernista presente de forma contundente tanto em Mondrian quanto em Agnes Martin ou Frank Stella. Entre a sua composição de malhas ortogonais estão representadas metaforicamente imagens de fachadas de prédios, ruas, vielas e outros elementos da cidade. Pelo fato de nos oferecer uma urbe recortada, que não se revela por completo, nunca temos a percepção de um todo, e sim de uma perspectiva oblíqua. Eis outra força de seu trabalho: a capacidade de nos levar alhures”.

“Daniel Feingold, Pequenos Formatos” fica em cartaz até 30 de julho, na Galeria Cassia Bomeny: Rua Garcia D´Ávila, 196, Ipanema.