Frida in Brooklyn

O estilo único, e imediatamente reconhecível, da artista mexicana Frida Kahlo faz parte de sua identidade. Ela veio a se definir através de sua etnia, deficiência e política, todas as quais estavam no coração de seu trabalho. “Frida Kahlo: as aparências enganam”, em cartaz até maio no Brooklyn Museum, é a maior exposição em homenagem à artista nos Estados Unidos dos últimos dez anos. É também a primeira no país a exibir sua coleção de roupas e outros pertences pessoais, que foram redescobertos em 2004 depois passarem anos trancados desde a morte de Frida, em 1954.

As peças inéditas são exibidas ao lado de pinturas, desenhos e fotografias da coleção Jacques e Natasha Gelman de Arte Mexicana do Século XX. Para destacar os interesses ​​de Kahlo e seu marido, o muralista Diego Rivera, obras da extensa coleção do Brooklyn Museum de arte mesoamericana também estão incluídas na exposição. A curadoria é assinada por Catherine Morris e Lisa Small.


Os artefatos pessoais de Frida – que vão desde exemplos de roupas, jóias contemporâneas e pré-coloniais, e alguns dos muitos espartilhos e próteses pintadas à mão usadas ​​pela artista durante sua vida – foram guardados na Casa Azul, a antiga casa de Frida e Diego na Cidade do México. Os objetos lançam uma nova luz sobre como a mexicana criou sua aparência e moldou sua identidade pessoal e pública para refletir sua herança cultural e crenças políticas, além de abordar e incorporar suas deficiências físicas.


A mostra “Frida Kahlo: As aparências podem enganar”, em cartaz até 12 de maio, é baseada em exposições anteriores como a do Museu Frida Kahlo (2012), com curadoria de Circe Henestrosa; e do V&A de Londres (2018), com curadoria de Claire Wilcox e Circe Henestrosa.

O Brooklyn Museum fica na 200 Eastern Parkway, no bairro Prospect Heights. É recomendado fazer a compra antecipada do ingresso.  O museu não abre às segundas e terças.