Renoir: Pai & Filho

A fama do impressionista Pierre-Auguste Renoir corre os quatro cantos do planeta, apesar de ter falecido há mais de trinta anos. Seus quadros estão pendurados nos museus mais famosos do mundo e seu trabalho inspira até hoje jovens pintores e admiradores. A Barnes Foundation, na Filadélfia, contém a maior coleção privada de obras de Renoir nos Estados Unidos. E durante o verão, decidiu homenagear também outro Renoir. Um menos conhecido internacionalmente mas que também é um grande nome para as artes visuais. Estamos falando de Jean Renoir (o filho mais velho de Pierre-Auguste Renoir) e seu trabalho como diretor de cinema. Nascido na França e radicado nos EUA – mais especificamente em Hollywood – o filho de Renoir é tema de uma exposição que explora seu relacionamento com o pai pintor e o impacto das obras de arte em seus filmes.

Com foco nos temas principais dos filmes de Jean, como seu imaginário de Paris e do campo, a exposição examina sua jornada principal como cineasta. Através de quadros, filmes, figurinos e fotos, é possível mergulhar no universo do então jovem aspirante a cineasta Jean Renoir, e a influência que as obras de arte de seu pai tiveram em seu trabalho.

As icônicas banhistas dos quadros impressionistas de Renoir são reproduzidas no filme “Piquenique na grama” de Jean, filmado em 1959.

A delicadeza da água e passeios de barco, bem como o movimento de um balanço, tão bem representado nas pinturas de Renoir, também são encontrados nos filmes de Jean, como “Um dia no campo”. Só que no cinema, Jean pode oferecer mais movimento ao trabalho do pai, e também diálogo. É como se Jean tivesse elevado o trabalho do pai a outra dimensão.

A exposição também mostra quadros que Renoir pintou usando Jean como modelo durante sua infância e adolescência, entre eles o famoso “Jean en chasseur”, de 1910.

A exposição tem curadoria de Sylvie Patry, uma das diretoras do Musée d’Orsay em Paris, e veterana da Barnes Foundation. “Renoir: Father and Son” está em cartaz até 3 de setembro na Barnes Foundation, na Filadélfia. A exposição viaja para o D’Orsay em novembro deste ano.