Frida Mania

Ela está por toda parte. Estampada em cadernos, camisetas, posteres, adesivos, e a lista segue. Frida Kahlo é omnipresente. E para celebrar a vida e obra da artista plástica mexicana que virou ícone de moda internacional, o museu Victoria and Albert de Londres inaugurou na semana passada uma exposição para homenageá-la 60 anos após sua morte. “Frida Khalo, Making Herself Up” é composta por objetos pessoais de Frida que foram encontrados em 2001 no banheiro da casa onde ela viveu por meio século no México. Desde então os itens estão à mostra na casa na Cidade do México, mas o V&A é o primeiro museu internacional a sediar a coleção fora do país.

Frida foi por muitos anos reconhecida apenas por ter sido uma das muitas mulheres do famoso pintor mexicano Diego Rivera. Sua fama internacional é recente, e seu estilo colorido, florido e divertido virou moda há não tanto tempo atrás. Apesar disso, sua personalidade forte e maneira diferente de se vestir acompanham sua trajetória desde a adolescência. E suas escolhas ousadas – como deixar a monocelha e buço au naturel, muito na contramão dos padrões estéticos estabelecidos para mulheres- não deixam de ser performances artísticas. Tudo sempre foi meticulosamente calculado e estudado por ela.

Através da mostra, é possível notar como Frida fazia de seu corpo uma tela. Ela decorava com flores seus corsets, pintou a perna prostética que foi forçada a usar após um trágico acidente de ônibus, e enchia sua cabeça de enfeites flores 24h. São diversos figurinos, jóias, bijuterias e outros objetos pessoais (inclusive medicamentos) a mostra.

A expectativa é que essa exposição ultrapasse em número de visitantes as recentes mostras “blockbusters” de David Bowie e Alexander McQueen. Afinal, Frida, é amada por diversas gerações e presente no imaginário cultural de vários países.

“Frida Kahlo: Making Herself Up” fica em cartaz no V&A até 14 de novembro de 2018. É indicada a compra antecipada de ingressos através do site do museu.