Volpi vai à Mônaco

Já é possível dizer que 2018 é um excelente ano para a arte brasileira no âmbito internacional. Como falamos em janeiro, Tarsila do Amaral (http://acordacasa.com.br/2018/01/29/tarsila-in-usa/) ganhou sua primeira mostra internacional no MoMA, em Nova York, em cartaz até junho. Ao mesmo tempo, o grande Alfredo Volpi também ganha sua primeiríssima retrospectiva na Europa, em cartaz no Novo Museu Nacional de Mônaco. E foi apenas no ano passado que ele ganhou uma mostra nos Estados Unidos, na Galeria Gladstone de Nova York. É incrível pensar como nomes tão fortes da arte nacional só agora estão ganhando o reconhecimento devido fora do Brasil. E na mesma época!

Alfredo Volpi

A história por trás da mostra em Mônaco começa no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, quando o curador de arte Cristiano Raimondi viu pela primeira vez uma obra de Volpi e se apaixonou imediatamente pelo trabalho. A partir disso, começou a preparar essa exposição no Novo Museu Nacional de Mônaco que começou dia 9 de fevereiro e vai até 20 de maio, com o apoio do Instituto Volpi de Arte Moderna e da paulista Galeria Almeida e Dale.  

 a exposição no Nouveau Musée National de Monaco

Com 80 obras, a retrospectiva “La Poétique de la Couleur” (A Poética da Cor) começa com trabalhos de 1940, com as primeiras pinturas figurativas do pintor ítalo-brasileiro, e vai até as composições geométricas do final de sua carreira, nos anos 70. O propósito da exposição é educar o visitante europeu sobre a vida e obra desse grande artista para que sua memória e arte sejam preservadas. Volpi, que nasceu em Lucca, na Itália, em 1896, se mudou para São Paulo quando criança com a sua família, mas é tido principalmente como um artista plástico brasileiro. Foi apenas nos anos 50 que voltou à sua terra natal, e teve um contato importante com os afrescos e quadros pré-renascentistas, que vieram a influenciar bastante o seu trabalho.

Obras em cartaz na exposição “La Poétique de la Couleur”

A mostra “La Poétique de la Couleur” fica em cartaz no Nouveau Musée National de Monaco  – Villa Paloma, 56, Boulevard du Jardin Exotique- até 20 de maio.