Tensão Esculpida

Tunga, Ivens Machado, José Damasceno, Angelo Venosa, José Resende, Frida Baranek, Carlos Bevilacqua, Julio Villani, Luiz Monke, Cristina Lapo e Daniela Antonelli, integram a mostra de esculturas “A-Tensão” que a Mercedes Viegas Galeria abre amanhã na Gávea. A característica mais evidente entre as esculturas selecionadas é a tensão visível na maioria das obras. À exemplo do Tacape do Tunga, cujos imãs e limalhas de ferro, se contrapõem à estrutura de ferro que fica apoiada na parede.  

 

 Tunga, “Tacape” (1990)

“Há algum tempo venho pensando e observando as esculturas no meu percurso de trabalho. Até que surgiu um tema comum entre as obras que venho selecionando silenciosamente: Tensão,” afirma a galerista Mercedes Viegas, que idealizou a mostra.

Na obra Pontos Pretos, de Luiz Monken, são os fios metálicos que sustentam e unem os círculos de azulejos pretos presos à parede.

 

Luiz Monken, “Pontos Pretos” (2008)

 

A originalidade na forma elegante da escultura de Ivens Machado (em cimento, pedra e tela de arame), também presa à parede, chama atenção pela sua forma exótica.

 

Ivens Machado, “Sem Título” (2002/2003)

 

Na obra de  Frida Baranek, Inderterminacy III, discos de acrílico prendem-se por vários fios de aço inox, na tensão provocada pelo peso dos discos de acrílico coloridos, que Iluminam o trabalho.

 

Frida Baranek, “Inderterminacy III” (2017)

Cristina Lapo, jovem artista portuguesa residente no Rio, produz peças em madeira e em aço inox, com linhas tensionadas que atravessam seus trabalhos.

 

Cristina Lapo, “Sem Título” (2013/2014)

 

“Essa tensão existe tanto nos trabalhos que ficam pendurados à parede ou no teto por fios de linha ou metálicos (como os trabalhos de Ivens Machado, Julio Villani, Frida Baranek e Daniela Antonelli) como nas obras apoiadas nas paredes, como Tunga e Carlos Bevilacqua. O único trabalho que fica apoiado no chão é o do José Resende. Todos conversam entre si”, completa a galerista.

 

José Resende, “Passante” (1993)

Os materiais utilizados se repetem em vários trabalhos expostos como os tipos variados de aço (galvanizado, inox,  cortén e fios de aço), acrílico, arame, azulejos, borracha, cimento, cobre, couro, ferro, limalha de ferro, madeira, pedras, ossos e sementes.

A exposição “A-tensão” inaugura amanhã para convidados e abre dia 23 para o público. Fica em cartaz até 22 de março, na Mercedes Viegas Arte Contemporânea: Rua João Borges, 86 – Gávea.