NY: Em Cartaz

Quem está a passeio em Nova York durante as férias de fim de ano não vai nem ter tempo de sentir o frio gelado do inverno. São tantas as exposições em cartaz, que difícil é organizar o tempo para conseguir ver todas. Seja no MoMA, no Metropolitan, no Brooklyn Museum ou no Guggenheim, as exposições estão imperdíveis. O A Cor da Casa indica aqui os highlights de cinco exposições para quem tem poucos dias na Big Apple e não quer ficar de fora do circuito artístico. Mas atenção, pois várias já encerram no fim de janeiro!

Metropolitan Museum of Art

“Michelangelo: Divine Drafstman & Designer”

Em cartaz até 12 de fevereiro, 2018

Essa sem dúvida é a mais importante exposição em cartaz no momento – talvez globalmente. É a primeira – e muito provavelmente única- oportunidade para ver os desenhos de Michelangelo em um único lugar. Os desenhos de Michelangelo são a base de todas as criações, seja de esculturas, arquitetura ou pinturas. Portanto, nesta exposição, é possível ver o que passava pela cabeça do gênio enquanto rabiscava, rascunhava e se preparava para cada obra-prima. São 133 desenhos apresentados de forma cronológica, mostrando a evolução do jovem (e já talentoso) Michelangelo em Florença fazendo a escultura de  David até seus dias de glória em Roma pintando a Capela Sistina, projetando a Basílica de São Pedro. Diversos museus e instituições do mundo emprestaram desenhos de suas coleções para que a exposição fosse possível, e foram necessários oito anos para preparar e curar o que agora pode ser visto no Met até fevereiro.

Guggeheim

“Art and China After 1989: Theater of the World” 

Em cartaz até 27 de janeiro, 2018

São trabalhos de 71 artistas cujo objetivo é definir a China contemporânea através de uma linguagem artística e universal. Todos as obras selecionadas foram feitas no período do fim da Guerra Fria em 1989 até a Olimpíada de Pequim em 2008, e tem como temática o indivíduo acima do coletivo. Esse período é justamente quando a China aparece como potência e líder mundial, mudando drasticamente sua relação não só com outros países, mas com a população. A exposição é organizada de forma cronológica, com sessões temáticas espalhadas pela rotunda icônica do museu.

The Met Breuer

“Edvard Munch: Between the Clock and the Bed”

Em cartaz até 4 de fevereiro

A exposição faz uma análise da obra de Edvard Munch através dos quadros que ele pintou em seu quarto, “entre o relógio e a cama”, como diz o título, em momentos diferentes de sua vida. Ele sempre revisitava essa temática de forma diferente, com nova inspiração, energia e intensidade. Seus mais incríveis auto-retratos, inclusive, foram pintados nesse exato local. Entre as 43 obras do pintor norueguês nesta exposição, 16 delas jamais foram vistas nos Estados Unidos. E mais da metade fazem parte da coleção particular do pintor, obras que ele nunca vendeu durante a vida.

Museum of Modern Art (MoMA)

“Louise Bourgeois: An Unfolding Portrait” 

Até 28 de janeiro, 2018

Esta retrospectiva da artista plástica revela o processo criativo de Louise Bourgeois. Além das famosas esculturas de aranhas, a exposição também foca na produção literária da artista, com seus poemas e anotações expostos na mesma proporção que as telas e esculturas. Mas o mais interessante é mergulhar no universo criativo dela, cheio de sonhos e também de medos e agonias. O MoMA é dono de uma grande parte das obras expostas, mas também contou com a colaboração de diversos colecionadores particulares para compor a exposição.

Brooklyn Museum

“Rodin: The Body in Bronze” 

Em cartaz até 22 de abril, 2018

Para marcar os 100 anos da morte de Auguste Rodin, o Brooklyn Museum destaca 58 esculturas em bronze do artista que fazem parte da coleção do museum. A exposição revela as obras em relação com o legado e reputação de Rodin, mostrando como ele representou um novo momento para a escultura mundial. Os contornos fluidos, as faces vívidas e a forte presença dos personagens de Rodin em bronze impressionam todos os visitantes.