A Amazônia de Kim Poor

A artista brasileira radicada na Inglaterra, Kim Poor abre em Londres sua nova exposição individual para celebrar a diversidade e a riqueza dos mitos e lendas dos índios da Amazônia. Um incrível legado cultural, hoje vulnerável devido aos avanços não controlados do homem, da exploração sem controle e do desrespeito a culturas ancestrais. A exposição “Amazônia Imaginada” é resultado de mais de 15 anos de pesquisa e inspiração. Kim teve a sensibilidade de identificar e trazer para o universo de sua arte as histórias de vida que determinam as crenças indígenas e explicam o fenômeno natural ao seu redor: o rio, a flora e a fauna da floresta Amazônica.

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A artista plástica Kim Poor

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“A Amazônia Imaginada é uma celebração e um lamento por algo precioso que muito em breve pode desaparecer da terra,” conta Kim.

Além da exposição, a artista está lançando um livro com a mesma temática.  O autor, o historiador e curador da arte, Edward Lucie-Smith, é considerado um dos escritores mais prolíficos em sua área. Muitas das obras que estão no livro serão exibidas ao lado de uma grande instalação chamada “Rio de Sangue”, que representa 300 tribos indígenas sob a forma de flechas em voo.

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“Amazonia Imagined”, por Edward Lucie-Smith e Kim Poor

As pinturas de Kim são criadas usando sua técnica original – “diafanismo” – de fundir camadas de vidro finamente moído, misturado a pigmentos naturais em placas de aço. Quem deu nome a original técnica usada pela artista foi ninguém menos do que Salvador Dali, ao visitar uma exposição dela nos anos 70 em Nova York. Os materiais são expostos a temperaturas muito altas, até quarenta vezes, produzindo imagens que são tão luminosas quanto as asas de borboleta.

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Resurrection Wall”, obra da exposição “Amazônia Imaginada”

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“The Moon and The Sun”, obra da exposição “Amazônia Imaginada”

O livro está disponível online pela Amazon, além de livrarias físicas em Londres como a Waterstone’s, Blackwells e BookDepository. A exposição, será inaugurada para convidados no dia 5 de dezembro e do dia 6 – 29 de dezembro para o público, na Sala Brasil (14-16 Cockspur Street), em Londres.