Lautrec en Rouge

Esta é a última semana para visitar a imperdível retrospectiva do pintor francês Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) no Museu de Arte de São Paulo, o Masp. Em cartaz desde junho, “Toulouse-Lautrec em Vermelho” traz 75 obras e 50 documentos, entre pinturas, cartazes e gravuras, nessa que é a maior exposição já dedicada ao artista plástico no Brasil. Além disso, a mostra não só é um marco nacional como também para o próprio museu, que esse ano completa 70 belos anos.

Nove das obras expostas fazem parte da coleção do Masp. As demais vêm dos museus mais importantes do mundo como o Musée d’Orsay, de Paris, a Tate e o Victoria & Albert, de Londres, o Instituto de Arte de Chicago e o Museo Thyssen-Bornemisza, de Madri.

A vida boêmia do artista permeia fortemente a sua arte. O bairro parisiense de Montmartre, na época um reduto de prostituição, era não apenas sede do atelier como residência do artista. Com acesso livre a locais geralmente interditados para interação como o Moulin Rouge, Lautrec criou uma relação de amizade com prostitutas e boêmios que viraram figuras centrais na sua arte. Inclusive, o nome da exposição remete ao imponente salão vermelho do La Fleur Blanche, bordel de luxo em Paris frequentado por Lautrec assiduamente. Além de frequentador, o artista pintou cerca de 40 obras inspiradas no lugar, sendo que as mais conhecidas retratam o imponente salão vermelho de entrada, que se tornou símbolo do local.

Extrapolando os interiores do salão vermelho, a exposição traz uma profusão de personagens — burgueses, boêmios, trabalhadores, dançarinas e artistas que conviviam em Paris e que fizeram parte do círculo afetivo e artístico de Toulouse-Lautrec.

Monsieur Fourcade (1889) – pertencente à coleção do Masp

Moulin de la Galette (1889) – pertencente ao Instituto de Arte de Chicago

Gabrielle, a Dançarina (1890)  – pertencente ao Musee Toulouse-Lautrec, em Albi, na França

O Divã (1893) – pertencente à coleção do Masp

O Sofá (1894) – pertencente ao Metropolitan Museum of Art de NY

Por causa da rotina desregrada, Toulouse-Lautrec acabou tendo uma vida curta, morrendo com apenas 36 anos em decorrência da sífilis. Mas seu nome permanece até hoje como um dos mais importantes da cena francesa do Século XIX.
“Toulouse-Lautrec em Vermelho” fica em cartaz no Masp. (Av. Paulista, 1.578) apenas até 01 de outubro de 2017.