Giacometti no Tate

“Você não terá a oportunidade de ver uma exposição do Giacometti desse calibre novamente.” Esse foi o recado que o Times deu sobre a retrospectiva do grande pintor escultor suíço em cartaz no Tate Modern, em Londres. Resume bem não só a magnitude da exposição, como a urgência da visita para quem está passando pela capital inglesa até 10 de setembro.

As figuras compridas, características da obra de Alberto Giacometti, são apenas algumas das muitas peças em cartaz no Tate. A exposição eleva o artista, ao lado de Matisse, Picasso e Degas, como um dos grandes pintores-escultores do século XX.

Nascido em 1901, Giacometti decidiu ser artista pela paixão que sempre teve pelas obras-primas do Renascimento. Ironicamente, suas obras passam longe dessa que foi a sua primeira inspiração. Depois de um longo flerte com o movimento surrealista, Giacometti desenvolveu um estilo próprio, obcecado pela representação da figura humana através de esculturas, e ficou mais próximo do expressionismo.

Através do acesso exclusivo a extraordinária coleção e acervo da Fondation Alberto et Annette Giacommeti, em Paris, o Tate Modern reúne nesta retrospectiva mais de 250 obras. Ela inclui pinturas e desenhos raramente vistos (e nunca antes expostos) do início da carreira de Giacometti, a obras de sua longa carreira de cinco décadas. Trabalhos antigos como “Cabeça de Mulher” de 1926 até a icônica escultura “Walking Man” de 1960 estão em cartaz. O período perturbado da carreira do artista, durante o Holocausto, é muito bem explorado na exposição, e mereceu destaque na cobertura feita pela imprensa inglesa.

“Cabeça de Mulher – Flora Mayo” (1926)

“Figura feminina agachada” (1926)

“Homem Apontando” (1947)

“Homem Caminhando ” (1960)

Giacometti está em cartaz até 10 de setembro no Tate Modern, em Londres. É recomendada a compra antecipada de ingressos com horário marcado para a visita.