Parabéns, Pompidou!

Hoje o A Cor da Casa se inspira na beleza moderna do Centre Pompidou, uma construção que marca o início da pós-modernidade nas artes. O museu, queridinho internacionalmente, e que é também conhecido pelo apelido “Beaubourg”, completa esse ano 40 anos e merece nossa homenagem. O ano de 2017 será de várias comemorações dentro e fora do museu, e em várias cidades francesas.

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O complexo foi desenhado pelo arquiteto italiano Renzo Piano e pelo britânico Ricard Roggers sob encomenda do então presidente Georges Pompidou. O presidente queria mais que um museu, ele queria um espaço de convivência. Por isso, sua implantação configura a existência de um espaço público, a praça do Centro, para o qual as suas atividades internas se estendem. Para a dupla de arquitetos, p importante para eles era romper com a ideia de que um museu era um lugar empoeirado, entediante e inacessível. Por isso, criaram um espaço onde além de ver arte, o visitante pudesse almoçar, ouvir música, relaxar, ler um livro, fazer comprinhas… Esses conceitos já estão enraizados nos museus de hoje, graças à herança do Centre Pompidou, que abriu esse caminho para novas possiblidades.

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É surpreendente pensar que uma incrível construção como essa tenha sido tão criticada na década de 70, quando a arquitetura clássica era o padrão. Na época, a mídia e críticos chamavam o Beaubourg de “horrendo”, entre outras ofensas. Hoje, é considerada a construção mais importante depois da Segunda Guerra Mundial. Até hoje é considerado moderno, precursor e ousado. Mesmo 40 anos depois.

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Para comemorar seu aniversário de 40 anos, o Centre Pompidou promoverá 50 exposições e 15 concertos e performances em 40 cidades pela França. O próprio Beaubourg receberá a mais importante retrospectiva do artista plástico americano Cy Twombly, uma exposição do inglês David Hockney e do francês César. Entre os eventos mais esperados fora de Paris estão a exposição de André Breton em Lile e uma apresentação de dança de Alain Buffard, em Nimes.

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O presidente Georges Pompidou infelizmente faleceu antes da entrega do museu – que foi cancelada diversas vezes durante a construção por falta de verba e excesso de críticas. Inclusive, várias propostas dos arquitetos nunca chegaram a ser implementadas. Independentemente, a inauguração foi um sucesso explosivo de bilheteria. Além das expectativas. A praça central virou um “point” certeiro na cidade que sobrevive até hoje, fazendo com que aquele local realmente pertencesse à cidade de Paris, a seus habitantes e a seus visitantes.  

Renzo Piano trabalha hoje num escritório que fica a poucos metros de distância do seu querido Beaubourg. Segundo ele, todos os dias ao passar por ali, ele pensa: “como foi que nos deixaram construir algo assim?”

Para ficar por dentro da programação completa de aniversário do museu, acesse o Facebook do Centre Pompidou, criada especialmente para divulgar os eventos comemorativos.