Lá na Pérsia – Joy Ernanny

O que dizer sobre o Irã, destino das minhas últimas férias? É certamente um país distante que desperta um misto de sensação de medo e curiosidade. Tudo lá é, e foi, inusitado. Onde achei que iria encontrar sombra, encontrei luz. O que na minha mente era escuro, era na verdade colorido. A viagem foi, na verdade, um passeio cultural por diversos séculos, mas principalmente pelos séculos XIV, XVII e XIX. Ouvi histórias de reis, xá e súditos. De glória, de conquistas mas também da destruição lastimável de Persépolis.

Mas, sobretudo, ouvi histórias de uma religião que é pintada como dura e violenta –  e que na verdade pode ser extremamente terna, mística e poética.

Seja em Xiraz, Tabriz, Kashan ou Isfahã, todos os locais receberam esta com ternura e compaixão. “Where are you from?” “Welcome to Iran!” “Please tell your friends about us.” Foram as frases mais ouvidas durante o meu percurso. Não há pânico, não há medo, não há tristeza. Há sim esperança por um país melhor e nostalgia e saudades dos tempos de glória do Império Persa.

Não me canso de lembrar dos azulejos, ladrilhos e mosaicos espalhados por todos os cantos do país, que concentram principalmente as cores azul, amarelo e rosa em seus desenhos. A repetição da padronagem e a delicadeza dos detalhes juntos fazem com que cada quadrado seja um mergulho num mar de sonhos. Cada um deles guarda um segredo e juntos formam uma obra de arte.

Os tapetes…Ah, os tapetes. A tradição milenar permanece viva apesar da concorrência injusta das copias baratas e chinesas. Não faltou vontade de comprar um em cada cidade. São únicos e peculiares, e em cada região observei um estilo diferente.

Divido aqui cliques dos detalhes que mais me chamaram atenção durante as visitas de mesquitas, museus e palácios mágicos. Mergulhe você também no meu sonho persa – tão colorido, poético e iluminado.

joy

joy1

joy3

joy4

 

joy5

joy6

joy7

joy8

joy2

Joy Ernanny, jornalista carioca inexplicavelmente apaixonada pelo Oriente Médio