London Design

A primeiríssima edição da London Design Biennale começou nesta quarta feira na incrível Somerset House. Com mais de trinta países participantes, e seis continentes representados, a exposição vai apresentar trabalhos que exploram o tema: “utopia do design”.

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A Somerset House é sede da primeira Bienal de Design de Londres

Ideias de sustentabilidade, migração, poluição, energia, cidades e igualdade social serão discutidas através de instalações, obras de arte e propostas de soluções através do design. O tema “utopia do design” foi escolhido pelo diretor Dr Christopher Turner, que provocou os participantes a criarem instalações que questionam a ideia da utopia e a se engajarem com temas fundamentais que a humanidade hoje enfrenta. Afinal, esse ano é a comemoração de 500 anos do “Utopia”, livro de Sir Thomas More. Portanto, nada melhor que homenagear esse clássico e provocar novas ideais e projetos para o mundo. A proposta é estimular a mudança de forma catalisadora e inspiradora.

Na Biennale os visitantes encontrarão instalações curadas pelos melhores museus e organizações de design do mundo, como o Smithsonian Design Museum (EUA), Moscow Design Museum (Rússia), Triennale Design Museum (Itália), Southern Guild (África do Sul), a Japan Foundation e o Victoria and Albert Museum (Reino Unido). As equipes de produção incluem um mix de arquitetos, designers, cientistas, escritores e artistas. 

O A Cor da Casa selecionou as cinco instalações que não podem deixar de ser vistas por quem está de passagem por Londres esse mês. Confira!

Pavilhão de Taiwan: Eatopia

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O arquiteto Rain Wu e a designer Shikai Tseng se juntaram ao chef Chung-Ho Tsai para criar uma experiência gastronômica utópica. Os visitantes comerão num cenário de floresta onde estarão rodeados de árvores e sons de bosque. A proposta é apresentar Taiwan como um caldeirão de identidades culturais que refletem a expressão de design do país.

Pavilhão de Cuba: Parawifi

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Quando Cuba introduziu o wifi público em 2013, usuários de smartphones começaram a lotar os pontos de conexão da capital, Havana, sentados em bancos, escadas e até no meio fio. Em resposta, os designers Luis Ramirez e Michel Aguilar desenvolveram um sistema modular de assentos para receber os usuários com mais conforto. Alimentados por painéis solares, os cubos vão dispor de carregadores para os aparelhos celulares.

Pavilhão da Austrália: Os efeitos do plástico

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A obra proposta pelo designer da Tasmânia Brodie Neill chama atenção para os trilhões de objetos de plásticos que poluem nossos oceanos. Neill colecionou e reciclou pedaços de plástico encontrados no mar para produzir uma mesa. O resultado é um tampo que parece ter sido feito de marmorite.

Pavilhão de Israel: Human.Touch

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A exposição Human.Touch mostra dois projetos feitos para resolver temas sociais através do design. O AIDrop, de Yaniv Kadosh, distribui kits de primeiros socorros para zonas de desastres inacessíveis por terra.

A designer Sharona Merlin criou um par de caixas de som chamadas Louder, que visa traduzir sons para texturas visuais e vibratórias para surdos e deficientes auditivos.

Pavilhão do México: Border City

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O arquiteto Fernando Romero analisou o design urbano das cidades fronteiriças do México, onde mais de 100 milhões de pessoas vivem entre duas nações. A partir disso, criou um projeto conceitual que apresenta uma rede de zonas hexagonais com ruas em formato de estrelas que irradiam dos centros. Através dessa planta em 3D, outras cidades fronteiriças podem adotar esse modelo e criar uma espécie de controle sobre áreas de difícil monitoramento e de rápida expansão.

A London Design Biennale está em cartaz até dia 27 de setembro na Somerset House – que fica na Strand, London WC2R 1LA, Reino Unido.