Refúgio Artístico

O artista e ativista chinês Ai Weiwei é novamente tema no A Cor da Casa nesses ainda poucos dias de 2016. Falamos aqui sobre sua intervenção no Le Bon Marché em Paris, com esculturas chinesas flutuantes para manter viva uma tradição de contos chineses que são proibidos atualmente pelo governo. Dessa vez, a mensagem de Ai Weiwei foi outra. Inspirado pela crise de refugiados sírios, o artista inaugurou ontem uma intervenção para o 66º Festival de Berlim. As colunas da icônica sala de espetáculos Konzerthaus, uma construção de 1818, foram cobertas por 14 mil coletes salva-vidas provenientes da ilha de Lesbos abandonados na costa pelos refugiados que tentaram entrar na Europa.

A sala de espetáculos sediará hoje uma grande festa de gala promovida pelo grupo internacional Cinema for Peace. Centenas de pessoas serão convidadas a refletir sobre a mensagem de Ai Weiwei, além daquelas que já transitam diariamente pela Konzerthaus, localizada no centro da capital alemã.

Em 2015, a Europa recebeu mais de um milhão de imigrantes pelo mar. Desde janeiro, mais de 400 morreram durante a perigosa travessia, de acordo com a Organização Internacional de Migração. Lesbos é uma porta de entrada importante para sírios que escapam de uma sangrenta guerra civil que perdura por cinco anos.

A ilha grega de Lesbos vem sendo bastante visitada pelo artista chinês. Através de sua conta  no Instagram, ele documenta a dura tentativa de chegada pelo mar desses imigrantes que buscam refúgio na Europa.