Um Met mais Moderno

 Upper East Side em Nova York, o museu está em expansão e em breve  terá mais uma sede na Big Apple. O prédio modernista de 1966 projetado pelo arquiteto Marcel Breuer, onde por anos foi a sede do museu Whitney, reinaugura em março em forma de The Met Breuer, o braço de arte moderna e contemporânea do museu. Além de sediar diversas exposições e instalações, será também um espaço para iniciativas educativas, performances e residências artísticas.

Já se pode notar que as exposições inaugurais serão bem ousadas: uma é com obras da artista e desenhista indiana Nasreen Mohamedi, que é pouco conhecida fora de seu país natal, apesar de lá ser considerada um dos pilares da arte moderna. A segunda é uma exposição-conceito chamada de “Unfinished”. São 195 objetos produzidos por 127 artistas provocados pela seguinte questão: quando se termina uma obra de arte? A partir da declaração de Picasso, “terminar uma coisa significa matá-la”, a mostra explora o tema da estética x non finito, que foi e é tão importante para a arte.

by Nasreen Mohamedi

Justamente, o The Met Breuer não veio para competir com o que a cidade já oferece em termos de arte dos séculos XX e XXI – que não é pouco. Não será, por exemplo, uma concorrência direta para o MoMA, o New Museum, ou o próprio Whitney. O museu terá uma equipe de dez curadores feras que tem como objetivo trazer arte dos quatro cantos do mundo para Nova York. A iniciativa é coordenada pela especialista inglesa Sheena Wagstaff, que foi durante anos a curadora-chefe do Tate Modern, em Londres. A ideia dela é focar cada vez menos no “umbigo ocidental”, e expandir o Met não só fisicamente para além de seus quarteirões como também conceitualmente, para além de Estados Unidos e Europa. Reconhecida (e temida) mundialmente pelo olhar aguçado e espírito provocador, Wagstaff escolheu a dedo nomes fortes que se dedicam a curadoria de arte do Oriente Médio, América Latina, Ásia, Norte da África, etc.

Sheena Wagstaff, a diretora do The Met Breuer

Os entusiastas que se acalmem, pois a data da inauguração é apenas dia 18 de março. Até lá, usemos nossa imaginação para prever o que mais poderá ser visto nesse prédio histórico que inspira e expira arte e contemporaneidade.