Rio à Genève

As festividades em torno do ano Olímpico transbordam além das fronteiras do Brasil. Isso fica claro esse mês em Genebra, onde a galeria Espace_L exibe uma exposição que comemora a arte naïf do Rio. A exposição conta com obras de artistas naïfs que possuem quadros na coleção do MIAN -Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil, no Rio de Janeiro. O tema da mostra abrange um panorama alegre e colorido da cidade, que abriga esse ano os Jogos Olímpicos, algumas das suas atrações turísticas como praias, o Corcovado, Pão de Açúcar, Maracanã e também modalidades olímpicas e paraolímpicas.

 

“ O Estádio Olímpico” by Fábio Sombra

A curadora  da exposição, Jacqueline A Finkelstein, propõe uma viagem lúdica pela cidade do Rio, a descoberta de algumas modalidades olímpicas e paraolímpicas, assim como um verdadeiro casamento entre a arte e o esporte. Ela explica que o naïf pinta o cotidiano, festas, tradições folclóricas e religiosas, lança apelos à salvaguarda do planeta, do eco-sistema, da paz, do amor, dos sonhos e do imaginário.

 

“Cristo Redentor” (1987) by Lia Mittarakis

 

“O treino” (2000) by Mabel

 

O pintor naïf, é em geral autodidata, independente, sem engajamento com escola de arte, ou estilo. Ele tem uma linguagem própria, suas características são a ingenuidade e a liberdade. Com origem na pré-história, a arte naïf foi consagrada por Henri Rousseau no século XIX, que pintava florestas, animais selvagens e exóticos. Ao longo do século XX, artistas como Picasso, Modigliani, Gauguin e outros foram em busca de inspiração em lugares longínquos, com os primitivos, na arte negra, na Oceania.

 

“Largo com Graças” (1990) by Aparecida Azedo

 

A exposição “Rio Naïf” será inaugurada dia 26 de janeiro com um coquetel oferecido pelo Consulado Brasileiro em Genebra na galeria Espace_L, que fica no 23 rue des Bains. A exposição fica em cartaz até 05 de março.