Joalheiros paulistas na segunda semana do Joia da Casa

Terça-feira é dia de mudança na Joalheria Aymoré. Toda semana, o ambiente decorado por Marcella Bacellar recebe um novo joalheiro no projeto Joia da Casa, que tem curadoria de Anna Clara Herrmann. Mas, nesta segunda semana do evento, a novidade veio multiplicada por quatro. Desde ontem,  Betty de Luca apresenta ali não um, mas quatro joalheiros de São Paulo. As peças são bem diversificadas, mas a paixão pelos materiais nacionais serve como ponto de união entre eles.

A Joalheria Aymoré, de Marcella Bacellar, é palco para o Joia da Casa, que a cada semana recebe novos joalheiros

Apaixonada por antiguidades, Isabella Blanco começou a desenhar peças para uso próprio na década de 1980. Hoje, cria suas joias com pegada contemporânea a partir de itens inusitados como fivelas de cintos, fragmentos de marfim, pedras e chifres.

Uma das peças de Isabella Blanco

Sementes, pedras e até meteoritos se misturam à prata, ouro e diamantes nas peças criadas por Miriam Namber. A designer costuma dizer que é em seu caminho pelo mundo que encontra os materiais com os quais trabalha.

Colar criado por Miriam Namber

Para Daniela Norinder uma joia deve ser atemporal. Seu desejo é que suas peças sejam transmitidas de geração em geração. Privilegia o uso de pedras originais brasileiras como a turmalina paraíba.

Brinco de Daniela Norinder

Já Marcelo Tebet não tem medo de ousar. E misturar. Em suas joias, materiais naturais brasileiros como sementes, conchas e pérolas aparecem com metais, pedras preciosas e semipreciosas também nacionais.

Bracelete Cocar, de Marcelo Tebet, em prata e pérola