Foyer da Villa e a história do Rio

O que veio primeiro: os espaços decorados ou os jardins de Jimmy Bastian Pinto? Difícil dizer. O fato é que o arquiteto apaixonado por paisagismo adora levar para o décor o colorido de seus jardins. E nessa CASA COR RIO de viés histórico, a inspiração não poderia ser mais tropical. No Foyer da Villa, predominam o verde e o azul de nossas praias e lagoas e o vermelho da sensualidade carioca num ambiente meio lobby de hotel, meio galeria, repleto de referências à história da cidade e ao característico bom humor carioca.

“A ideia foi juntar o passado, o presente e o eterno do Rio, que vai ter sua história contada através do mobiliário”, conta Jimmy.

A liteira que foi do bisavô de Jimmy ganhou destaque no ambiente

Do Rio imperial, ele trouxe a liteira que pertenceu ao Barão das Águas Claras, seu bisavô. Dos primeiros anos da República, capas e anúncios da Revista Careta – uma espécie de Charlie Hebdo da época (compara ele), um tempo em que o humor não precisava respeitar o politicamente correto. E há ainda móveis representando os anos 1950 e 1960 e as fotos dos bailes funk, clicadas por Vincent Rosenblat, como representante dos anos 2010.

Toda a sensualidade dos bailes funk nas fotos de Vincent Rosenblat

Um dos maiores espaços do evento, com 140m², também tem lugar para o presente da cidade. Estão lá o colorido das lojas de sucos tipicamente cariocas, as palmeiras imperiais do Jardim Botânico, insetos e borboletas nos papéis de parede de Christian Lacroix, além de inúmeras peças contemporâneas. O mobiliário inclui peças da linha Soft, da Tidelli, além da poltrona Duna, do estúdio Mula Preta, o revisteiro Fit e a mesa lateral Tray, todos da Finish. Mas há também móveis da Novo Ambiente e Arquivo Contemporâneo e as cestas tecidas com fio de cobre pela designer Cecília Cesário Alvim e até os arcos olímpicos. O mais famoso símbolo dos Jogos, porém, vai estar um pouquinho diferente… O arco preto foi pintado de rosa. Porque um pouquinho de polêmica não faz mal a ninguém.