Rio em Festa

Neste ano de comemorações pelos 450 anos do Rio de Janeiro, a Cidade Maravilhosa ganha seu primeiro Festival de Esculturas. Trabalhos inéditos de 27 renomados artistas de diferentes regiões do Brasil ocupam todo o segundo andar do Centro Cultural da Justiça Federal, no Centro. Entre os destaques estão os cariocas Frida Baranek, Suzana Queiroga, Antonio Bernardo (designer de jóias) e o coletivo composto por Guga Ferraz, João Marcos Mancha e Leonardt Lauenstein. Também participam o mineiro Jorge Fonseca, o pernambucano Francisco Brennand e a sergipana Claudia Nên.

A exposição reúne artistas de diferentes gerações e estilos e faz parte do projeto Mostra Rio de Esculturas Monumentais, que terá sua segunda edição em julho de 2016, como parte do calendário oficial das Olimpíadas no Rio de Janeiro.

“Com tamanha repercussão da primeira edição, em 2014, na Praça Paris, onde tivemos a alegria de receber mais de 60.000 visitantes, fomos convidados pela Prefeitura para realizar uma versão ainda maior no ano que vem, que incluirá o Parque Madureira e outras regiões”, explica o produtor cultural Paulo Branquinho, idealizador do festival.

O designer de jóias Antonio Bernardo apresenta o trabalho Radiolaria Cubo, em prata sterling 925. A obra tem um cubo no centro, de onde parte uma estrutura com tentáculos articulados em degradê, que por serem lúdicos, sensuais e táteis, convidam à manipulação e aproximam o observador do objeto. 

by Antonio Bernardo

O mineiro Jorge Fonseca, que vive atualmente em Ouro Preto, apresenta um trabalho com cerca de 1,80 m X 1,20m, de uma série de obras feitas com suporte de livros esculpidos em madeira. O artista também levará seu trabalho para as ruas da cidade. Ele é o criador do bem-humorado Fiotim (Filhote de Inhotim) – A Oitava Maravilha do Mundo Contemporâneo! –, um trailer com cenário lúdico, que internamente  traz reproduções, em miniatura, das imensas instalações do Inhotim, como o quarto vermelho de Waltercio Caldas.

 

by Jorge Fonseca

Com uma arte bem regional, Claudia Nên, de Itabaiana, Sergipe, discute o imaginário popular brasileiro e temas da contemporaneidade. Na obra “Gêmeas”, feita em gesso, as tradicionais bonecas nordestinas perdem o tom de celebração e festa, com olhos e bocas arqueados negativamente, para discutir a questão do individualismo e da introspecção.

by Frida Baranek

A carioca Frida Baranek, que vive e trabalha em Nova York, traz para o Brasil uma obra da série Mudança de Jogo, produzida em 2014. O trabalho faz uma referência ao jogo de varetas, tão comum na infância e no imaginário coletivo, com as peças feitas em vidro e borracha.

by Frida Baranek

O Festival de Esculturas do Rio tem entrada franca e está em cartaz até 27 de setembro no Centro Cultural Justiça Federal, na Av. Rio Branco 241 (Centro)