Casa de Villa

O jeito carioca de morar está de volta à Zona Sul. Depois de duas edições na Barra, a CASA COR RIO aporta mais uma vez na região e, como sempre, cheia de novidades. Para começar, ocupa um imóvel histórico da cidade. Mas de uma forma totalmente diferente: pela primeira vez o evento se hospeda em oito das nove casas geminadas de uma vila. A histórica Villa Aymoré, na Glória, estava abandonada e ameaçando ruir quando foi adquirida pela Landmark Properties em 2010. Desde então, vem passando por um processo de restauração comandado pela Raf Arquitetura, com supervisão e acompanhamento do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade. Mais uma vez, a CASA COR RIO ajuda a preservar a história e a arquitetura da cidade propondo novos usos para prédios já existentes.

Villa Iriri: um dos casarões da Villa Aymoré após a restauração

O contraste está garantido: as casas construídas no início do século 20 em estilo eclético vão receber uma CASA COR RIO que propõe espaços supercontemporâneos, muitos deles unindo moradia e trabalho, em 40 ambientes decorados por um elenco de arquitetos, designers de interiores e paisagistas. A mostra deste ano acontece de 1º de setembro a 4 de outubro de 2015.

“Será uma Casa Cor bem diferente das que fizemos nos últimos anos. Se, como sempre, acompanhamos as tendências de moradia – e os prédios de uso misto são cada vez mais comuns em todo o mundo –, por outro lado nunca ocupamos tantos imóveis ao mesmo tempo”, diz Patrícia Mayer, sócia de Patrícia Quentel na 3Plus, organizadora da mostra desde seu início. “Mais uma vez, a Casa Cor Rio mostra que está em sintonia com a cidade, ao ocupar imóveis históricos num momento que o Rio passa por grande revitalização. Nesses 25 anos revelamos talentos, lançamos tendências e apresentamos um estilo de viver e morar próprio nosso, chic, despojado e contemporâneo. Um jeito carioca de morar. Isso que faz a Casa Cor Rio ser única”, completa Patrícia Quentel.

Detalhes  da Villa restaurada

Participam deste ano Adriana Ferraz e Cristiana Galvão, Alessandro Sartore, André Piva, Andréa Duarte e Anna Malta, Anna Luiza Rothier, Bel Lobo e Bob Neri, Bianca da Hora, Bitty Talbot e Cecília Teixeira, Bruno Carvalho e Camila Avelar, Caco Borges, Camila Bortolini e Priscila Campos, Carlos Carvalho e Rodrigo Beze, Chico Viana e Guido Sant’Anna, Duda Porto, Edgard Octavio, Emmilia Cardoso, Erick Figueira de Melo, Gabriel Sabugosa, Gisele Taranto, Guilherme Osborne e Claudia Souza Santos, Jairo de Sender, Jimmy Bastian Pinto, Lia Siqueira, Luiz Fernando Grabowsky, Marcella Bacellar, Mariana Dornelles e Stéfano Barino, Marina Linhares, Mario Santos, Maurício Nóbrega, Paola Ribeiro, Paula Bergamin, Paula Neder, Pedro Paranaguá, Raf Arquitetura, Raphael Costa Bastos, Ricardo Melo e Rodrigo Passos.

A Villa

A Villa Aymoré faz parte da história da cidade. Tombada pelo município e incluída na Área de Proteção do Ambiente Cultural (Apac) da Glória e do Catete desde 2005, está localizada em uma alameda cujo nome remete aos índios tupinambás, os primeiros a ocuparem a região do morro da Glória. As casas (10 originalmente) foram construídas entre 1908 e 1910, formam um conjunto arquitetônico em estilo eclético – popular na Europa do século 19 – e são vizinhas do Outeiro da Glória. Com pé-direito mínimo de 3,80m, cada uma recebeu um nome indígena (Guarany, Tamoyo, Tupy, Juruna, Goytacaz, Kiriri, Carijó, Moema e Iracema), o que era considerado moda na época. Neste local, bem antes da Villa Aymoré ser construída, morou a Baronesa de Sorocaba, irmã da Marquesa de Santos – e ambas amantes de D. Pedro I. Durante as obras de restauração, muitos artefatos da época foram descobertos, assim como um caminho de pedras originais que ligava a casa da Baronesa ao Outeiro, e que passou a ser chamado pelos arqueólogos que acompanharam o restauro de Caminho da Baronesa.

A Villa Aymoré antes da restauração

O trabalho de recuperação dos casarões incluiu a arquitetura original – inclusive para reconstruir um deles, que havia desmoronado antes de a Landmark Properties adquirir o empreendimento. Pisos, forros, portas, janelas e belíssimas escadas em madeira maciça das casas foram aproveitados, contrastando com a tecnologia de ponta instalada com o retrofit. Todos os sobrados (com, em média, 230 m²) são interligados – pela frente, pela rua da vila; atrás, por um caminho redesenhado. Mas cada um é um: as plantas originais são diferentes e serão realçadas pela implantação da CASA COR RIO.

A Villa Iracema, que foi reconstruída, e o Edifício Baronesa, em estilo contemporâneo (Foto: Leonardo Martins)

CASA COR RIO 25 anos

A primeira vez a gente nunca esquece… A nossa foi na Urca, numa linda casa da década de 1940, em estilo eclético francês. A antiga residência da família Catão, num dos bairros mais charmosos do Rio, parecia o cenário perfeito para uma mostra de decoração. E foi mesmo. O ano era 1991. O Rock in Rio acabara de ter a sua segunda edição, o presidente ainda era o Collor e o Real nem sonhava em existir. Mas a gente já apostava no Rio. E no jeito carioca de morar.

A casa na Urca que sediou a primeira Casa Cor Rio, em 1991

E lá se vão 25 anos e 1.091 ambientes decorados. Nem o Palácio de Buckingham, na Inglaterra, com seus 775 cômodos, é tão grande. Já contamos com a colaboração de 545 profissionais, entre arquitetos, decoradores, designers de interiores e paisagistas que criaram os mais variados espaços. O número de visitantes ultrapassa os 855 mil!

Hall de entrada da Casa Cor 2002 decorado por Mario Santos e Eliane Amarante, em residência construída nos anos 1950 por Niemeyer

Nesse período, ocupamos os mais diversos estilos de prédios: palacetes, muitas vezes recuperados para abrigar a CASA COR RIO, casas urbanas, lançamentos imobiliários e até um hotel. Já entramos em casarões neoclássicos, modernos, ecléticos, num verdadeiro passeio pela história do Rio e da sua rica arquitetura. E ainda temos fôlego para inovar. Neste ano especial de aniversário – nosso e da cidade – , voltamos à Zona Sul, depois de dois anos na Barra, e pela primeira vez, vamos ocupar uma vila de casas geminadas. A Villa Aymoré fica no pé do morro da Glória, famoso pelo Outeiro e pela ladeira de paralelepípedos que remetem a um Rio colonial que se esconde apenas em alguns recantos da cidade.  E este é só mais um pedacinho do Rio que a CASA COR revela aos cariocas.

 

SERVIÇO

 

Período: 01/09/2015 – 04/10/2015

Horário: De terça a domingo, das 12h às 21h

Local: Villa Aymoré

Endereço: Ladeira da Glória, 26. Glória.

 

Ingressos para visitas de terça a sexta-feira

Ingresso inteiro: R$ 44

Ingresso de estudante: R$ 22

Ingresso senior (para pessoas com 60 anos ou mais): R$ 22

 

Ingressos para sábados, domingos e feriados

Ingresso inteiro: R$ 50

Ingresso de estudante: R$ 25

Ingresso senior (para pessoas com 60 anos ou mais): R$ 25

 

Passaporte único: R$ 100

 

Mais Informações

Site: www.casacor.com.br

Facebook:https://www.facebook.com/CasaCorRio

Instagram: @casacorrio_oficial

 

 

Sobre a CASA COR

A CASA COR é reconhecida como a maior e melhor mostra de arquitetura, decoração e paisagismo das Américas. O evento reúne, anualmente, renomados arquitetos, decoradores e paisagistas e em 2015 chega à sua 25ª edição no Rio de Janeiro e à 27ª em São Paulo, onde tudo começou. Hoje, são 19 franquias nacionais (Alagoas, Bahia, Brasília, Campinas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Interior de SP, Litoral de SP, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina) e quatro internacionais (Peru, Chile, Equador e Bolívia).

 

 

Informações para a Imprensa

 

 

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