Colores de Cartagena

Não é à toa que Gabriel García Márquez se inspirou na bela e pitoresca Cartagena de Índias para escrever O amor nos tempos de cólera, um de seus mais célebres romances. O escritor colombiano, vencedor do Prêmio Nobel da Literatura, tinha fascínio por essa cidade colonial à beira-mar coberta por cores e flores. Cada esquina, cada fachada, cada pôr do sol revelam o encanto do mundo mágico descrito pelo autor.

Cores e flores são elementos onipresentes nas fachadas do centro histórico. Desde as casas mais simples até as mais ricas ostentam em suas varandas graúdos bouganvilles e fachadas pintadas com uma combinação de tons fortes e marcantes. Durante o período colonial, Cartagena teve um papel fundamental na administração e na expansão do Império espanhol, devido a presença dos vice-reis que habitavam a cidade.

A herança da arquitetura colonial, bem preservada até hoje, faz com que a cidade seja esse tesouro colorido. Essa beleza impar fez com que a Unesco declarasse o centro histórico como Patrimônio da Humanidade em 1984. Em 2007, sua arquitetura foi reconhecida como a quarta maravilha da Colômbia.

A poucos passos do centro histórico, o bairro de Getsemaní ostenta belos muros grafitados, além de, claro, abundantes flores e cores. Grafiteiros famosos de Bogotá, como Lik Mi e Obra Pia, são alguns que passaram por lá deixando sua arte.

Esse antigo bairro de escravos, hoje reúne moradores jovens, artistas e boêmios. Suas ruas estreitas sediam a maior concentração de hostels e pequenas pousadas charmosas, além de restaurantes e bares que movimentam a noite da cidade.

Que Cartagena de Índias siga inspirando romancistas como García Márquez a levar para o resto do mundo a pureza e magia desse tesouro de cidade.