Whitney: de casa e cara nova

O Whitney Museum of American Art está de cara e casa nova em Nova York. No dia 01 de maio, se mudou de vez para Downtown Manhattan -sem dúvida, a parte mais  descolada da ilha- incrementando ainda mais o skyline do lado oeste do rio. A sede desta icônica instituição de arte americana era no Upper East Side desde 1966. Com o tempo, o prédio brutalista onde era localizado, ficou pequeno demais para o porte do museu. A vinda do Whitney para o sul da ilha tem importante peso na história de Manhattan, afinal, a maior concentração de centros culturais fica além da rua 45.

Um investimento de 422 milhões de dólares foi feito, com direito a projeto do arquiteto italiano Renzo Piano, responsável por outros grandes museus no mundo, como o Centre Pompidou em Paris.

Uma das críticas mais comuns feitas à museus pelo mundo, é que são frios, desconectados e isolados do contexto e realidade que vivemos. O projeto do novo Whitney vem justamente para desafiar essa noção. O objetivo é conectar o museu com a cidade de forma transparente, e de dentro pra fora. Para isso, Renzo Piano usou e abusou de paredes de vidro no projeto, que dão vistas incríveis para o Rio Hudson, o High Line, e todo o bairro do Meatpacking District, onde é localizado. O visitante tem então a sensação de que o museu é apenas uma extensão da calçada, o que o torna mais aconchegante. O que também ajuda a dar essa sensação é a amplitude das galerias, com tetos retratáveis e pé direito altíssimos. Além disso, os terraços, ou rooftops, são bem explorados servindo como jardins de esculturas abertos para visitação.


Com o dobro do tamanho, oito andares e arquitetura arrojada, o museu agora sim tem espaço suficiente para o tamanho de sua coleção. A exposição inaugural, “America is hard to see”, reúne 600 trabalhos, de 400 artistas, jamais vistas no mesmo contexto. Inclusive, uma curiosidade, é que um terço da arte exposta foi feita por mulheres americanas, o que é considerado uma evolução até mesmo para um país desenvolvido como os Estados Unidos. Tudo isso é fruto de um mergulho nas 22 mil peças da coleção permanente do museu, todas de arte americana pós 1900.

Seja pela arte, pela arquitetura, ou simplesmente pela novidade – o novo Whitney merece uma visita. Para quem não tem planos de viajar para Nova York nos próximos meses, acesse esse link do New York Times e embarque numa viagem virtual, em 3D, do Novo Whitney. Imperdível!