Arte do Clube

Reunindo 18 importantes artistas plásticos da atualidade, a exposição Espaço Art Contemporânea está em cartaz no Leblon.  Carlos Vergara, Raul Mourão, Afonso Tostes, Cabelo, Cadu, Vicente de Mello, Everardo Miranda, Paulo Vivaqua, Tomás Ribas, Arjan Martins, Franklin Cassaro e Aderbal Ashogun apresentam suas obras em dois salões de 2500 metros quadrados – espaço inédito localizado em cima de uma concessionária Hyundai CAOA, anteriormente usado como depósito. A mostra terá 18 obras entre pinturas, esculturas e instalações, algumas delas “site specific”, criadas especialmente para a ocasião. Essa é a primeira ação externa do Clube Jacarandá, grupo formado por esses artistas plásticos, que se encontra há dois anos para trocar experiências sobre trabalhos e pesquisas. 

“Ao longo desse tempo nos reunimos com frequência na sede do Clube Jacarandá, em Santa Teresa. Agora que entregamos a nossa sede, decidimos nos encontrar nos ateliês de cada artista e essa exposição é um dos resultados desse trabalho”, conta Raul Mourão que apresenta uma escultura cinética com peças de andaime, constituída por três partes perfeitamente encaixadas de forma a equilibrar o movimento.

O Clube Jacarandá

Espaço Art Contemporânea

A reaproximação da arte e da arquitetura é destacada por Everardo Miranda. “Nos anos 40, por exemplo, temos o exemplo do Edifício Gustavo de Capanema que tem seu revestimento externo decorado por azulejos de Candido Portinari, além de pinturas de Alberto Guignard, Pancetti e esculturas de Bruno Giorgi, Jacques Lipchitz e Celso Antônio Silveira de Menezes. Acho que essa exposição é um resgate dessa parceria”, analisa. Everardo participa da mostra com a obra site specific Aseco 1, concebida especialmente para o espaço da exposição, e executada com a aplicação de óxido de ferro seco diretamente sobre a parede.

Everardo Miranda

A exposição também vem com uma nova proposta: não existe a figura de um curador. “Cada artista tem a possibilidade de intervir no trabalho do outro. Essa troca é muito importante. É ver pensando e pensar vendo”, explica Carlos Vergara que tem a mostra três pinturas de grandes dimensões posicionadas lado a lado.

Carlos Vergara

 A experiência do público é variada, “sentir” a obra de Paulo Vivaqua, por exemplo, terá três grupos de subwoofers que vão emitir sons numa frequência muito grave. Dessa forma, o visitante vai escutar o som em ondas e vai observá-lo através do efeito de deslocamento de ar que se torna visível através dos movimentos da chama de velas.

Cabelo

 Do outro lado do salão, um piano de toras de Guajará, aço carbono, martelos e caixa de redução compõe a peça Avalanche de Cadu.

Cadu

 O Espaço Art Contemporânea – em cartaz até 08 de março- fica na Rua Afrânio de Melo Franco, 296, Leblon, de quinta a domingo das 12h às 22h.