Kandinsky no Rio

Se a exposição “Surrealismo” atraiu 11 mil pessoas por dia no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) no ano passado, 2015 já chegou prometendo outra “blockbuster” no museu. “Kandinsky: tudo começa num ponto” está em cartaz desde a semana passada, trazendo 153 peças do artista plástico russo que é pai do abstracionismo.

Wassily Kandinsky (1866-1944)

Essa é a maior mostra de Wassily Kandinsky já feita na América Latina, e reúne obras importantes, avaliadas em 350 milhões de euros, vindas do Museu Estatal Russo de São Petersburgo, na Rússia, e de colecionadores dispersos pela Europa. A exposição provoca o público a conhecer a vida do pintor e experimentar um mergulho nas raízes de seus pensamentos por meio de pinturas litografias, objetos, textos, sons e imagens.

“No Branco” (1920)

“Dois Ovais” (1919)

Os curadores da exposição, Evgenia Petrova e Joseph Kiblitsky, apresentam com primor a busca de Kandinsky por uma conexão entre arte e alma – elemento essencial para compreender seus trabalhos e trajetória. Foi quando o jovem pintor abriu mão da pintura figurativa, em que se reproduz o mundo material, e passou a remeter ao mundo interior. Dali nasce o abstracionismo, um movimento até então impensável para o mundo da arte, e que hoje é reconhecido como o prólogo da arte moderna e contemporânea.

“Igreja Vermelha” (1908)

“São Jorge” (1911)

“Quadro com duas pontas” (1919)

A exposição “Kandinsky: Tudo Começa num Ponto” está em cartaz no CCBB Rio de Janeiro até 30 de março. O museu fica na Rua Primeiro de Março 66, no Centro. O horário de visitação é: quarta a segunda, das 9h às 21h.