Joias do tesouro

Rachel Lambert Mellon, conhecida por todos como Bunny, foi uma colecionadora de joias, arte e objetos raros. Seu acervo, dizem, é de invejar a nomes como Fricks, Carnegies e Morgans nos Estados Unidos. Diferente dos demais, ela não procurava peças da moda. Afinal, herdeira de uma das grandes familias americanas, Bunny não estava interessada em comprar aquilo que a daria retorno financeiro. Seu gosto original, autentico e passional, fez com que ela colecionasse os mais variados itens durante seus 103 anos de vida- que na semana passada foram leiloados pela Sotheby’s em Nova York.

Bunny Mellon

Bunny morreu em março deixando uma coleção de quadros, joias, bolsas e objetos para casa que somam em mais de 100 milhões de dólares. Para dar conta do volume de peças, espalhados por suas cinco casas no mundo, a Sotheby’s organizou um leilão de nove dias – algo extraordinário até para essa grande casa de leilões.

Entre os itens mais cobiçados, foram um quadro de Mark Rothko (vendido por 40 milhões) e um tapete de 1940 (200 milhões). Além desses mega-itens, muita gente ficou de olho nos objetos personalizados de Bunny, como uma bolsa Dior com detalhes em lápis lazuli.

A última vez que a Sotheby’s leiloou tamanha fortuna pessoal, foi no leilão dos pertences de Jacqueline Kennedy Onassis em 1996, onde as vendas superaram a estimativa de vendas em seis vezes.

Nem todos os pertences de Bunny Mellon foram vendidos. A família ficou com uma parte, além de doar uma quantidade importante de obras de arte para museus. Como foi o caso do “O menino de colete vermelho”, de Cézanne, doado para a National Gallery of Art, em Washington.

Cézanne- “O menino de colete vermelho”

O valor arrecadado no leilão, de surpreendentes 218 milhões de dólares, foi destinado a obra de caridade fundada por Bunny Mellon em homenagem a seu pai: The Gerard B. Lambert Foundation. O objetivo é apoiar e promover ações educacionais nos Estados Unidos.