Piano & Pathé

Entre fachadas milenares nascem periodicamente em Paris prédios incrivelmente modernos que rompem – ao mesmo tempo que compõe- com o skyline tradicional da cidade. Prova disso é a nova construção do arquiteto italiano Renzo Piano no 13ème arrondissement. Ele, que já assinou projetos importantíssimos em Paris como o Centre Pompidou, o Atelier Brancusi e o EMI Music France, lançou em setembro mais uma joia. Dessa vez, foi contratado para construir um novo lar para a Fundação Jérôme Seydoux-Pathé, a mais expressiva empresa cinematográfica na França.

A Fondation Pathé, como é chamada, quis se tornar através desse novo espaço o haut lieu do patrimônio cinematográfico, para projeções de filmes mudos, espaços de exposições, um centro de pesquisa e documentação, uma DVDteca de 700 filmes e a criação de ateliers pedagógicos organizados em colaboração com as escolas públicas parisienses.

Renzo Piano construiu uma estrutura em meio à malha urbana da capital francesa, atrás de uma fachada tombada do século 19 criada por Auguste Rodin. O projeto valorizou a luz e ventilação naturais. A estrutura é formada por uma casca de concreto armado; cobertura em aço e vidro; vigas em arco de madeira lamelada colada; revestimento exterior com 7000 lâminas  de alumínio e painéis envidraçados. Do total de 2.200 m2, o programa destina 900 m2 ao acervo histórico da Pathé.

O prédio é inspirado na “blob architecture”, termo cunhado pelo arquiteto e teórico americano Greg Lynn na década de 1990, que se refere a formas arquitetônicas curvas e orgânicas nascidas de experimentações desenhadas no computador e executadas com primor construtivo e, muitas vezes, materiais inusitados. Já o apelido do prédio é cheio de humor francês: o verme.

Para ver detalhes sobre o projeto arquitetônico, visite essa página do site da Fondation Jérôme Seydoux-Pathé.