Luiz Fernando Redó

Este ano, ele faria sua 20ª participação na Casa Cor Rio. Marcou presença com seu estilo clássico, elegante, inconfundível, em quase todas as edições. Inclusive a primeira. Estava empolgadíssimo com o seu Jardim de Inverno (projeto contemporâneo, alegre e chique)  que deixou pronto e continuará fazendo parte do evento “in memoriam”. Em homenagem ao seu grande talento.

2011: Cinema Lounge, no palacete Linneo de Paula Machado

O arquiteto Luiz Fernando Redó faleceu hoje, no Rio. Deixa saudades e um legado de mais de 400 projetos que realizou nos seus 42 anos de carreira. “Ele era um ícone da decoração de interiores carioca. Suas participações na Casa Cor Rio foram sempre um sucesso. As pessoas já entravam no evento perguntando aonde estava o espaço do Redó”, lembra Patrícia Quentel, sócia da 3 Plus, produtora do evento. Cliente e amiga da vida inteira, Mirna Bandeira de Mello era uma delas: “Sempre fui fã. Uma das pessoas mais brilhantes que conheci em termos de arquitetura. Era um gênio, ele sentava e desenhava um apartamento inteiro em poucos minutos, só de olhar para o espaço. Grande ser humano!”

2010: Estar do café com varanda, no Palacete Modesto Leal

Patrícia Mayer, também sócia da 3 Plus, conta que Redó tinha planos de lançar um livro. Seria um relato de sua longa experiência como arquiteto, contando sobre como fazia a composição de um ambiente, a escolha de mobiliário, tecidos, antigüidades, seleção de cores… “Uma trajetória marcante que, com certeza, permanecerá na memória de muita gente. Tudo o que fazia era um deleite para os olhos e para a alma”, diz Mayer.

2008: Terraço Bar, no Colégio Sacré-Coeur de Jesus

 

2007: Sala de cinema , no Jockey Club

A pedido da assessoria de imprensa da Casa Cor Rio, o arquiteto escreveu, há pouquíssimo tempo, uma pequena autobiografia para a edição de 2014: “Nasci na cidade do Rio de Janeiro, dia 20 de fevereiro de 1950, segunda-feira de carnaval, às 14h, e sou canhoto, do signo de peixes (primeiro dia). Trabalhei por quase todo o território brasileiro e boa parte do mundo. (…) Acho eu, que criei várias “escolas” (uso de cores e estilos diversos em decoração, mix de mobiliário antigo com  contemporâneo, móveis em cristal pintados etc.) Não há, praticamente, a não ser minha família e meus amigos, algo que eu ame tanto quanto a minha carreira (Graças a Deus, me sinto um homem totalmente realizado).”  R.I.P.