Ilusão de cores

A arte cinética – ou op art– vive hoje um de seus momentos áureos. Em alta, a técnica que surgiu nos anos 50 nos Estados Unidos, hoje é um das mais cobiçadas do mercado internacional de arte. Um dos nomes mais fortes do movimento é Carlos Cruz-Diez, que ganha esse mês uma importante mostra na Galeria de Arte Ipanema. São cerca de 15 obras inéditas desse artista venezuelano que produz arte há seis décadas. Hoje com 90 anos, Cruz-Diez é o maior artista cinético vivo.

  “Cruz-Diez: Uma Olhar Sobre a Cor” traz a pesquisa de cores que o artista iniciou no final da década de 50. Sua proposta artística posiciona solidamente o tema da cor entre os pensadores contemporâneos. A técnica explora o conceito de persistência retiniana, onde cores que observamos se armazenam por um rápido instante em nossa vista, o que nos leva a ver uma cor chamada “momentânea” quando dirigimos o olhar a uma segunda coisa. Nas palavras do próprio artista: “Nas minhas obras, a cor aparece e desaparece durante o diálogo gerado no espaço e tempo reais.”

Cruz-Diez tem obras espalhadas em grandes instituições de arte no mundo, como Museum of Modern Art de  Nova York, o Centre Georges Pompidou em Paris e a Tate Modern em Londres. No mercado de arte, seu trabalho chega a ser avaliado em 55 milhões de dólares.

A exposição “Cruz-Diez: Um Olhar Sobre a Cor” fica em cartaz de 26 de setembro a 25 de outubro na Galeria de Arte Ipanema – Rua Aníbal de Mendonça, 173, Rio de Janeiro.