Koons em foco

Um artista americano que é amado e odiado, popular e elitista, influente e controverso. No meio de tantos paradoxos está Jeff Koons, um dos artistas mais importantes do pós-guerra, que está em cartaz no Whitney Museum of American Art, em Nova York, com uma super retrospectiva.

Jeff Koons: A Retrospective

Seu olhar pioneiro criou um novo formato de arte “ready-made”, que difere bastante dos mestres da pop art. Ele desafiou os limites da fabricação artística industrial e transformou por completo a relação que o público tem com o culto ao artista plástico no mercado global. Afinal das contas, ele é um dos artistas vivos mais valorizados pelo mercado. Ano passado uma única obra dele foi vendida por 55 milhões de dólares durante um leilão da Christie’s.

Jeff Koons

Com 150 peças, de 1978 ao presente, a exposição é a mais completa dedicada ao artista. Por incrível que pareça, essa é a primeira retrospectiva da carreira do artista que vem impactando a cena artistica dos Estados Unidos desde jovem.

A exposição foi montada de forma cronológica, mostrando ao visitante o quão variado e multifacetado Koons é – uma escolha muito feliz da curadoria, segundo os críticos de arte. São tantas obras que o espaço inteiro do museu foi ocupado pelo trabalho do artista, algo inédito, em um museu que costuma receber sempre mais que uma exposição ao mesmo tempo.

A exposição fica em cartaz no Whitney até 19 de outubro, e depois segue viagem para o Centro Pompidou, em Paris (26/11/14 – 27/04/2015), e Guggenheim Bilbao, na Espanha (05/06/15 – 27/09/15).