Sete arquitetos, um desafio

Pirâmides feitas de bambu que exalam incensos, um desorientador labirinto de espelhos, um túnel caleidoscópico que se transforma a cada minuto. Essas são algumas das curiosidades que podem ser encontradas na exposição: “Sensing Spaces: Architecture Reimagined”, em cartaz no Royal Academy of Arts, em Londres. O objetivo? Mudar a maneira que a cidade interage com a arquitetura. Para isso, foram selecionados sete arquitetos internacionais para criar instalações que desafiam o olhar do visitante. 

Os sete escritórios de arquitetura foram selecionados de seis países, e quatro continentes diferentes.  O critério, nas palavras da curadora Kate Goodwin, foi escolher arquitetos que ultrapassam a funcionalidade da arquitetura e criam espaços humanos. São eles: Grafton Architects da Irlanda, Diébédo Francis Kéré de Burkina Faso, Kengo Kuma do Japão, Li Xiaodong da China, Pezo von Ellrichshausen do Chile, e Álvaro Siza e Eduardo Souto de Moura de Portugal. Sem as preocupações e obrigações do cotidiano (o gosto dos clientes, orçamentos apertados, topografia e clima locais…) os arquitetos se sentiram livres para verdadeiramente criar. Cada um foi dado uma sala inteira, sem constrições. 

O escritório irlandês Grafton Architects, conhecido pela utilização de tijolos e concretos, criou um espaço que manipula a  iluminação para passar uma sensacao de gravidade e leveza.

O africano Diébédo Fracis Kéré, um dos maiores defensores da arquitetura sustentável.

O japonês Kengo Kuma desenvolveu um conceito chamado “weak architecture”, que coloca a arquitetura abaixo da força da natureza.

A chinese Li Xiaodong trabalha mesclando a arquitetura chinesa tradicional com a moderna.

Os chilenos do escritório Pezo von Ellrichshausen desafiam o limite da arquitetura e da arte em seus trabalhos.

O português Álvaro Siza, ganhador de um prêmio Pritzker, preza pela simplicidade e minimalismo da arquitetura.

O português Eduardo Souto de Moura, usa e abusa de formas geométricas e curvas em suas criações. 

“Sensing Spaces: Architecture Reimagined” está em cartaz até 06 de abril no Royal Academy of Arts, que fica na Burlington House, Piccadilly, em Londres.