AD na Rio+20

A convite do Itamaraty, o antiquário e pesquisador do mobiliário brasileiro e europeu, Arnaldo Danemberg recebeu um grande desafio: a curadoria da sala dos chefes de Estado da Rio +20. Esta não seria a primeira parceria entre Arnaldo e o Itamaraty. A Cimeira em 99 e Rio +10 entre outros projetos são exemplos dessa união. A sala possui  440m² e para o projeto de arquitetura,  Danemberg convidou Maurício Nóbrega.  O espaço foi minuciosamente decorado com móveis do acervo de Arnaldo.

 

 

Em sua maioria, brasileiros como uma mesa de cavaletes do século XVII, dos primórdios de nossa colonização, uma coleção de cadeiras em jacarandá e palhinha do século XIX (arquivo pessoal), marquesas neoclássicas, uma deslumbrante mesa de convento brasileira do século XIX, com 5 metros de comprimento e vitrines Império. Certamente, as peças européias não poderiam ficar de fora, como importantes arcas em castanho, século XVII e outro neoclássico, uma rara cômoda portuguesa em castanho do século XVII, Barroco Joanino, período D João V, mais uma série de baús europeus, retratando a chegada do homem em suas tantas viagens, como os chefes de Estado. Móveis franceses, ingleses e até anglo-indianos complementam a decoração. Outros tantos compõem a ambientação.

 

 

Além do belíssimo acervo, grandes painéis com fotos ampliadas dos restauradores em seu ofício, equipe de Danemberg, foram tiradas pelo fotógrafo Marco Antônio Rezende e foram dispostas pela sala. Eles representam o homem simples que restaura um móvel, num desejo que aqueles chefes de estado responsáveis pelo destino do mundo, também façam a sua parte, ajudando a restaurar o planeta.