Classe e Estilo

O espaço no térreo do Edifício Chopin onde Arnaldo Dannemberg instalou seu antiquário é amplo. E, apesar de sempre muito bem arrumado por ele mesmo, expert em mobiliário brasileiro, francês e inglês, e sua assistente, a filha Paloma, pelo menos uma vez ao ano dois arquitetos de destaque assinam espaços, por ele chamados de vitrines, mas que na verdade são salas de exposição no showroom.

Este ano, Arnaldo convidou Joy Garrido e Erick Figueira de Mello, amigos queridos e arquitetos parceiros, “profissionais sensíveis ao valor histórico intrínseco em cada manifestação  artística”, para ambientar essas vitrines, harmonizando  o rico acervo de mobiliário e objetos de arte do antiquário, tornando cada peça ainda mais atraente a quem visita, e homenageando comme il fault a amiga, jornalista Clarissa Schneider, e sua revista, a Bamboo. O novo layout foi inaugurados com um concorrido almoço na última terça-feira, com muitos elogios à Joy, Erick e Clarissa.

 A partir de uma bela coleção de vitrines de farmácia portuguesas Joy Garrido ambientou uma Library, agregando tecidos Covering/Entreposto , complementos que, ao lado dos móveis escolhidos, trouxeram ainda mais aconchego  e classe ao espaço.

 Biblioteca composta por vitrines de farmácia portuguesas em pinho de riga, cerca 1900. Mesa francesa de atelier sobre cavaletes, rodeada de poltronas francesas em “bois fruitier”, ditas Voltaire. Todas século XIX.

Coleção de opalinas francesas brancas com douração, Império, Napoleão III e Luiz Felipe, todas século XIX. Abajur francês sobre fragmento com cúpula em tecido floral. Covering/Entreposto. Poltrona em tecido listrado. Covering/Entreposto. Fragmento eclesiástico português, Rococó, segunda metade do século XVIII.

 

Um belíssimo Cavalo de Carrossel francês arrebata a entrada, acompanhado por  uma coleção de espelhos franceses. Uma gateleg table do séc XVIII, Charles II complementa.

Cavalo de carrossel francês em madeira clara, século XIX.

Erick Figueira de Mello criou uma casa de campo contemporânea com grandes referências ao mobiliário campesino inglês, o Provincial English Furniture, dito de “Cottage”. Uma fotografia de Valdir Cruz, do acervo da Pequena Galeria, espaço vizinho no Chopin, dá um toque de contemporaneidade ao ambiente, além de luminária da Lumini e poltronas Paulo Mendes da Rocha, da coleção do Erick.

Conjunto de baús franceses em madeira, tela e ferro. Bancos de pescador, franceses. Almofadas em tecido rústico europeu. Conjunto de caixas e baús europeus.

Grande lousa portuguesa em ardósia com moldura em pinho de riga. Móvel de ofício, Portugal, cerca 1900. Mesa de Drapier francesa em carvalho, pernas torneadas. França, Napoleão III. Segunda metade do século XIX.

“Nestes tempos em que o mundo discute a sustentabilidade do planeta, com grande alegria retomo o tema sempre por mim abordado: a importância da preservação da memória do homem, sua história. Dessa forma, o móvel antigo conserva história e transmite memória. Por meio do antiquariato , preservamos, em cada peça por nós resgatada e restaurada, um elemento vital para o ser humano em sua perenidade: a memória, aquilo que o faz ser em sólida estrutura, sem a qual não há progresso,tampouco alegria.” – Arnaldo Danemberg.

 As ambientações permanecem na loja enquanto for possível manter as composições originais dos arquitetos e até a chegada de novos garimpos de Arnaldo Dannemberg pelo mundo.

 

O antiquário AD fica no Edifício Chopin: na Avenida Atlântica, 1782 Lojas G/H
Copacabana, tel: 2255-0325.